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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Surrealismo: Poesia e Rebelião

Curso com Claudio Willer em Belém


O Instituto de Artes do Pará – IAP em parceria com a AGRAF e a Revista Literária Polichinello, contou com a ilustríssima presença da autoridade em literatura surrealista, o senhor Claudio Willer. Foram três dias: 4,5 e 6 de junho de 2008 das 9:00 (9:20, pois Willer não gosta de horas redondas “prefiro as quebradas” diz ele) às 13:00 horas. Os principais temas surrealistas foram abordados como: o pensamento analógico, o “acaso objetivo”, escrita automática. Seus precursores: Baudelaire, Rimbaud e Lautrémont tiveram análises profundas, tanto de suas vidas como de suas obras; pois, segundo Willer, é impossível analisar uma obra surrealista à maneira acadêmica, pois esses, tendem a desassociar obra e autor configurando assim um gravíssimo equívoco quando aplicado às analises de autores surrealistas. Logicamente, André Breton e suas obras: “Manifestos Surrealistas” e, principalmente, “Nadja” foram comentadas desde o primeiro ao último dia. Mallarmé, Nerval, Novalis, Éliphas Lévi, Fernando Pessoa foram citados assim como foram lidos e analisados poemas de Baudelaire, Paul Éluard, Robert Desno e Jacques Prévert. Textos-idéias carregados de imagens, loucas por serem desvendas (?). Observava-se em Willer um constante e indisfarçável interesse em aprofundar-se na obra do pitoresco poeta Roberto Piva e dela tirar as exemplificações talvez mais audaciosas e ricas do Surrealismo nacional. No entanto, ele precisava avança lentamente e o tempo do curso fora estreito e curto demais. Então, o que se viu, principalmente no último dia de curso, fora um Willer apressado tentando repassar, em resumo, tudo o que deveria ser repassado lentamente. Leu dois textos de Roberto Piva e relacionou com os textos de Breton a fim de elucidar a comunicação entre os textos do maior surrealista com os textos do grande surrealista brasileiro. García Lorca também estava sendo aguardado, mas nem o maior poeta espanhol e sua obra foram discutidas. O tempo era escasso e, o “Poeta em Nova York” e o “Poeta em São Paulo” ficaram na expectativa. No mais, Claudio Willer deixou uma boa base. Agora é só montar os alicerces. Willer precisou se retirar antes da 13:00 horas, pois daria uma entrevista à TV local.“Não se esqueçam: ‘o plágio é necessário’ como dizia Lautrémont. Obrigado.” Despedi-se, com estas palavras o poeta, tradutor e ensaísta Cláudio Willer.
(Walter L. Jardim Rodrigues)

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