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quinta-feira, 17 de março de 2011

POEMOVIE e a poesia concreta




Mês passado entrei em contato com um texto do parceiro Guaxe, editor da Kamikases – revista literária e aluno do Curso de Letras da UFPA, e o texto não era bem um texto, ou melhor, não era apenas um texto. Tratava-se de um POEMOVIE. Ou seja, o poema de Guaxe intitulado “Álvares de Concreto”, que faz parte de seu livro de poemas "subVerso" lançado em 2008, estava em forma de filme, onde as palavras do texto seguiam numa animação que ao avançar das possibilidades de leitura, findava-se com todos os versos composto de modo a forma a figura gráfica de uma lágrima, que na medida em que o filme passava ia como se escorrendo de cima pra baixo do vídeo.
Eu já havia entrado em contato com a poesia concreta alguns anos atrás sem que a mesma me despertasse sentimento e interesse algum devido sua maneira estática e absolutamente visual de ocupar as páginas de livros.  Mas, depois de conhecer essa modalidade de poesia, acabei por gostar do resultado.
Por isso, resolvi disponibilizar aqui em Versos Rascunhos o POEMOVIE de Guaxe juntamente com dois trechos de textos didáticos sobre o Concretismo a todos os que por aqui caem.      


Em termos ainda genéricos: o Concretismo toma a sério, e de modo radical, a definição de arte como techné, isto é, como atividade produtora. De onde, primeiro corolário: o poema é identificado como objeto de linguagem: “O poema concreto é uma realidade em si, não um poema sobre.”

(Eugen Gomringer. In Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. São Paulo, Cultrix, s/d.)


 Em 1956 nasce, em São Paulo, o Concretismo, expressão mais atuante da vanguarda estética brasileira. Seu principal veículo, que inclusive o precede, é a revista Noigrandes (1952 a 1958), na qual aparecem poemas de seus lideres – Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos. O último número da revista traz o “Plano Piloto da Poesia Concreta”, assinado pelos três poetas.
Os adeptos dessa tendência consideram encerrado o ciclo do verso como unidade rítmica formal da poesia, propondo um novo agente estruturador: o espaço gráfico.
Um estrutura espaço-temporal substitui, assim, o desenvolvimento temporal linear, permitindo que os poemas sejam lidos em todas as direções, de acordo com diferentes percursos, cada leitura apontando novas possibilidades interpretativas.
Trata-se, enfim, de uma poesia predominantemente visual, que instaura novas relações sintáticas e morfológicas entre as palavras, já que explora as livres-associações fônicas e semânticas.

(Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral ... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.)

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