domingo, 30 de dezembro de 2012

Belém encharcada - poema


De suas mangueiras gotejantes,
Belém encharcada, aos seus
céus de chumbo, pleno de
chuva, nos agasalhamos no
hermetismo contemplativo de
nosso individualismo coletivo.
Ensimesmados,
sempre desconfiados,
belenenses.
O bem-te-vi tristonho canta solitário.
Cinzento dia na metrópole.
Vento morno,
cheiro de asfalto molhado,
chuva constante,
pensamento distante.

(Walter Rodrigues) 

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Referência : 

Walter Rodrigues. “Versos Rascunhos: poemas reunidos”. 1. ed. -  Ananindeua: Itacaiúnas, 2014. 72 p.

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