domingo, 21 de dezembro de 2008

Tatuagem

Perpetuada,
tatuada,
marcada a ferro.
Em mim,
só em mim.

Tu caminhas e
teus passos
são letárgicos.

Sobressai e
cai
ardente e
fria.

Ofegante,
disfarço,
mas ardo.
Que faço?

Nutro-me
de teus perfumes.
Como de costume
transmuto-me
para além de mim
encontrando-te.

Rasgo-me
sensitivo,
emotivo.

Tu caminhas e
teus passos
são letárgicos.

Sobre as nuvens
tu vens.
Nas mãos a luz e
as trevas.

Nos olhos a incerteza,
o mistério fascinante.

Tê-la
por um instante
incessante.

Fico contigo
e te digo:
te adoro.

Demoro-me
e o tempo
passa parado.

Calado consumo
o sumo de tua
voz transitória.

Quero partir-me
ao meio e afogar-me
em teu corpo inteiro.

Como o lascivo sol
sobre os seios de Belém.

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