quinta-feira, 27 de maio de 2021

Mas afinal, o que são os Zangbetos?



Os zangbetos são rituais praticados em alguns países do continente africano.  A palavra zangbeto significa homens da noite, isso porque, esse ritual foi criado pelos guardiões das aldeias em que viviam. Mas o tempo passou e esse ritual se transformou em uma religião local, praticada em algumas tribos de países como Benin e Togo.

Os zangbetos são estruturas feitas com palha, onde segundo seus praticantes, espíritos selvagens não humanos entram e passam a dançar. Para muitas pessoas, esse culto representa a força da bruxaria que existe na África. Algumas pessoas já foram até esses locais para presenciar como estruturas de palhas, saem dançando no meio do ritual.

Confira no vídeo a seguir esse misterioso e belo ritual africano:



Os praticantes dessa religião mantêm seus segredos muito bem guardados. Alguns curiosos e estudiosos que foram a esses locais, a fim de descobrir mais sobre supostos espíritos que se manifestam em estruturas de palhas fazendo-os dançar e em certos casos até mesmo levitar.

Nenhum membro dessas tribos revelam os mistérios acerca dos zangbetos. Muitos afirmam que tudo isso não passe apenas de truques humanos, afim de aparentar uma possível manifestação sobrenatural. Para outros, essa é uma prova da força que a alta magia praticada pelos africanos.

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Fonte do texto: https://curiosidadesinteressantes.com.br/o-que-sao-os-zangbetos/
Fonte do vídeo:  https://www.youtube.com/watch?v=IsR2hGt00Fg

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Inscrições abertas - Prêmio Jabuti 2021

 


Em 2018, o Prêmio Jabuti completou 60 anos e foi completamente repaginado, com o objetivo de aproximá-lo mais do leitor e de torná-lo mais competitivo entre autores(as) e editoras, fortalecendo ainda mais sua posição como o mais almejado prêmio literário do país. Mais uma vez, a inovação se fez presente com a adoção de medidas para acolher os autores(as) independentes, aprimorar a gestão da estrutura do prêmio e aperfeiçoar os critérios de análise das obras.

As categorias do Prêmio Jabuti foram reorganizadas em quatro eixos: Literatura, Ensaios, Livro e Inovação. A mudança serviu para racionalizar e qualificar as áreas do conhecimento e para que o prêmio se tornasse ainda mais abrangente. Para prestigiar ainda mais os vencedores(as), o Jabuti passou a ter somente um ganhador por categoria. A premiação mudou para que a revelação dos ganhadores(as) de cada categoria e do Livro do Ano passasse a ocorrer apenas na cerimônia de premiação. E, ainda neste ano, foi lançada a categoria Formação de Novos Leitores para reconhecer iniciativas de estímulo à leitura.

Confira o regulamento e se inscreva em


segunda-feira, 10 de maio de 2021

Por que a literatura negra é importante



Por Dr. Maxine Thompson*


Quando publiquei meu primeiro romance, The Ebony Tree, nunca esquecerei como descobri depois que minha sobrinha então, de 23 anos, correu pela casa e gritou de tanto rir, depois de ler o livro. Agora, veja você, minha sobrinha sempre foi uma leitora ávida de romances brancos desde o início da adolescência, mas ler meu livro foi como pousar em Marte para ela. Ela teria perguntado à mãe: "Mamãe, a tia Maxine inventou isso? Vocês realmente 'jogaram branco'?" Minha cunhada disse a ela: "Não apenas jogamos branco, nós sonhamos em branco. Isso é tudo que já vimos nos livros ou na TV eram personagens brancos. Parecia que eles tinham toda a diversão. "



Normalmente, a maioria dos negros cresceu nos anos 50 com fotos na parede de Jesus branco, Papai Noel branco e até anjos brancos. Não havia nada na mídia ou nos livros que refletisse a beleza da escuridão. Desnecessário dizer que, se houvesse livros além da Bíblia em casa, não eram livros Negros. Enviou uma mensagem silenciosa de que Black era feio e branco era lindo. Essa foi uma experiência tão negativa quanto quando a leitura era proibida aos escravos.

Avanço rápido de quase meio século. Eu sei, por educação de meus filhos, que agora são todos adultos, que ter livros de negros em casa foi, e continua sendo, uma boa influência em sua auto-estima e confiança. Quando uma pessoa se vê refletida na literatura que lê, indiretamente ajuda a construir uma melhor autoimagem. Pois, na literatura, encontramos nossos modelos de comportamento, nossos arquétipos com os quais podemos aprender lições de vida. Mais especificamente, na literatura afro-americana, as histórias são relevantes para a experiência negra neste país. Essas experiências variam de pessoas vindas de diferentes classes socioeconômicas, de regiões urbanas a rurais, a diferentes profissões. Freqüentemente, levamos a história da pobreza à riqueza de Alger Horatio à sua reversão, a história da riqueza à pobreza.

"Escritores negros em ascensão", gritavam as manchetes. Eu acreditei neles. Afinal, vendo os diferentes gêneros de livros afro-americanos nas livrarias locais, predominantemente negras, quem não pensaria isso? As coisas não melhoraram para nós, escritores negros, desde o final dos anos 1980? No entanto, depois de participar da Book Expo of America (antiga American Book Association) realizada em Los Angeles, Califórnia, no final de abril de 1999, tive um rude despertar. Por ter visto todos os livros das livrarias predominantemente negras espalhadas por LA, eu fui levado a uma falsa sensação de complacência por nós, como escritores afro-americanos, estarmos sendo publicados na mesma taxa que os livros convencionais. Para dizer o mínimo, fiquei desiludido.

Sim, a Book Expo de 1999 foi uma grande revelação. A má notícia é esta: nossos problemas (como escritores afro-americanos) estão longe do fim. Quando comparei os livros representados pelas grandes editoras, vi que a porcentagem de livros negros é infinitesimalmente pequena em comparação com a de outras raças. Não quero ser um adivinho, mas sinto que o número de livros afro-americanos pode desaparecer como aconteceu após a Renascença do Harlem, após o final dos anos 40 e após a Revolução dos anos 60, se não assumirmos o controle de nossas próprias palavras escritas.

No entanto, a boa notícia é esta. O aumento que é testemunhado no número de livros afro-americanos pode ser atribuído, em geral, não apenas a mais editoras negras, editores negros, mas a livros autopublicados. Dado o advento da editoração eletrônica, da Internet e dos clubes de livros negros, muitos escritores estão assumindo o controle de nossos destinos e se fortalecendo publicando nossas próprias histórias.

Portanto, considere essas questões. De que outras maneiras ter mais livros negros ajudou? É mais fácil ser publicado pelo mainstream como um escritor negro, em um mercado editorial apertado? Por que a autopublicação é tão importante, especialmente para escritores negros, se você não pode ter seus livros publicados pelo mainstream? Para encorajar outros escritores a escrever suas histórias, aqui estão algumas das coisas boas que a literatura negra trouxe para este país.

1. Salvação. Parafraseando Toni Cade Bambara, a ficção arrebata você do precipício como uma pessoa negra na América.

2. Continuidade com seus ancestrais. Parafraseando Toni Morrison, "Se você não está escrevendo sobre a Vila de onde você veio, não está escrevendo sobre nada."

3. Um público leitor que deseja ver histórias que reflitam sua realidade.

4. Uma forma de restaurar a história que não podia ser escrita no passado.

5. Uma forma de levantar a próxima geração através da palavra impressa, além da nossa tradição oral, que se reflete no rap, no hip hop e na poesia.

6. Uma forma de promover a compreensão racial para outros grupos étnicos. Aprendo muito sobre outras partes da Diáspora quando leio livros de haitiano-americanos, ou quando leio literatura sino-americana, ou qualquer outra literatura cultural.

Recentemente, uma professora me disse em uma sessão de autógrafos, que um estudo foi feito em sua escola. Verificou-se que todas as menininhas negras disseram que sua imagem de beleza ainda era uma criança loira de olhos azuis. Imagine! Isso foi em dezembro de 1999! Isso me lembra a história trágica do livro de Toni Morrison, The Bluest Eyes, em que a açoitada criança negra, Pecola, enlouqueceu, tudo porque ela queria olhos azuis. O cenário deste livro foi por volta de 1940.

Meu ponto é este. Se continuarmos escrevendo nossas histórias, nós, como escritores afro-americanos, talvez nunca tenhamos paridade no mundo dos livros. Mas, ao mesmo tempo, não teremos outra geração de garotinhas negras brincando de branco, como minhas amigas e eu fizemos, com lenços e toalhas cobrindo nossos cabelos, o que achamos que não era bonito o suficiente. Ou talvez, não vamos ter meninas enlouquecendo como a Pecola fictícia fez.



*A Dra. Maxine Thompson é autora, agente literária, treinadora literária, ghostwriter e apresentadora de programas de rádio na Internet. Você pode enviar um e-mail para ela em maxtho@sbcglobal.net. Você pode se inscrever para receber um boletim informativo gratuito em http://www.maxinethompson.com

Confira o preço e onde comprar o livro The Ebony Tree:


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Imagem de TréVoy Kelly por Pixabay

Tradução para o português: Versos Rascunhos.

Fonte consultada: ArticlesFactory.com


quinta-feira, 29 de abril de 2021

Conheça o Portal Domínio Público do Governo Federal

o que é o site domínio público

Página Inicial do Portal Domínio Público


 O "Portal Domínio Público", lançado em novembro de 2004 (com um acervo inicial de 500 obras), propõe o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime, colocando à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores - Internet - uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral.

Este portal constitui-se em um ambiente virtual que permite a coleta, a integração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o de promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal.

Desta forma, também pretende contribuir para o desenvolvimento da educação e da cultura, assim como, possa aprimorar a construção da consciência social, da cidadania e da democracia no Brasil.

Adicionalmente, o "Portal Domínio Público", ao disponibilizar informações e conhecimentos de forma livre e gratuita, busca incentivar o aprendizado, a inovação e a cooperação entre os geradores de conteúdo e seus usuários, ao mesmo tempo em que também pretende induzir uma ampla discussão sobre as legislações relacionadas aos direitos autorais - de modo que a "preservação de certos direitos incentive outros usos" -, e haja uma adequação aos novos paradigmas de mudança tecnológica, da produção e do uso de conhecimentos.

Gostou dessa dica? Então compartilhe no seu círculo social e familiar. Vamos propagar o conhecimento pelo no país. Confira nossa fanpage no Facebook.
  
 
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sábado, 24 de abril de 2021

Como abreviar palavras – regras e exemplos

 

A regra básica para abreviar palavras é escrever a primeira sílaba + a primeira letra da segunda sílaba + ponto abreviativo. Se a primeira letra da segunda sílaba for uma Volga, escreve-se até a consoante. Porém, as palavras abreviadas devem ter a metade ou menos da metade da palavra original.

Exemplos:
Adjetivo – adj.
Numeral – num.

Veja outras regras de abreviação de palavras:

- Caso a segunda sílaba tiver 2 consoantes, elas farão parte da abreviatura.

Exemplos:
Secretário – secr.
Pessoa – pess.

- Palavras com acento gráfico serão conservadas se cair na primeira sílaba.

Exemplos:
Médico – méd.
Número – num.

- Abreviaturas internacionais não são colocadas o ponto abreviativo.

Exemplo:
Quilometro – km
Metro – m
Quilolitro – kl
Quilowatt – kW

- Existem palavras que não seguem regra geral de abreviatura.

Exemplos:
Apartamento – ap. ou apto.
Companhia – Cia.
Caixa – cx.
Folha – f. ou fl. ou fol.
Idem – id.
Ilustríssimo – Ilmo.
Limitada – Ltda.
Página – p. ou pág.

Caso precise estudar abreviaturas para prova procure todas as palavras que se enquadram nas exceções, pois a lista é grande.

Obs:
Evitar usar abreviaturas em provas, trabalhos, redação ou artigos.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Ortoépia e Prosódia no dia a dia


No dia a dia, é comum observarmos que muitas pessoas se confundem ao empregar certos termos da língua. A ortoépia trata da pronúncia correta das palavras enquanto a prosódia trata da correta acentuação tônica das palavras. Essas duas palavras são estranhas e confundem bastante os estudantes na hora da avaliação. No entanto, vamos verificar como a ortoépia e prosódia estão presentes no nosso linguajar diário.

ortoépia trata da pronúncia correta das palavras, então quando as palavras são pronunciadas incorretamente, comete-se cacoépia. Digamos que ao invés de você pronunciar a palavra estupro, você pronuncie “estrupo”.  Cometeu-se uma cacoépia, ou seja, um erro de pronúncia de uma palavra.

Outros exemplos:

– “adevogado” em vez de advogado.
– “estrupo” em vez de estupro.
– “cardeneta” em vez de caderneta.
– “peneu” em vez de pneu.
– “abóbra” em vez de abóbora.
– “prostar” em vez de prostrar.

A prosódia trata da correta acentuação tônica das palavras. Cometer erro de prosódia é transformar uma palavra paroxítona em oxítona, ou uma proparoxítona em paroxítona etc. Veja os exemplos a seguir. Esses erros são muito comuns em redação.

– “rúbrica” em vez de rubrica.
– “sútil” em vez de sutil.
– “côndor” em vez de condor.

Como vocês perceberam a Ortoépia e Prosódia estão bastante presente no dia a dia.

Fonte: https://curiosidadesinteressantes.com.br/ortoepia-e-prosodia-no-dia-a-dia/

sábado, 20 de outubro de 2018

Conheça a Editora Itacaiúnas



A Editora Itacaiúnas, fundada no ano de 2014, é voltada principalmente para publicação de livros, prestação de serviços editoriais e gráficos. Nosso foco editorial prioriza publicações de autores que tenham como base teórica uma abordagem interdisciplinar, voltada para as questões das áreas das ciências humanas, tecnológicas e ambientais. 
Missão
Prestar serviços e oferecer produtos destinados a atender às demandas de seus clientes com qualidade, comprometimento, respeito, confiabilidade e agilidade para sanar dúvidas. Além de promover eventos que valorizem a cultura e a arte nacional através de seletivas e concursos para compor a publicação de títulos inéditos.
VisãoSer uma opção viável, inovadora e acessível a todas as pessoas que desejam publicar, divulgar e comercializar os seus trabalhos acadêmicos, literários, técnicos e etc com suporte impresso e/ou virtual.
ValoresCompromisso, ética, dedicação, confiabilidade, inovação e respeito.
Conselho editorial
Contamos com Conselho Editorial formado por doutores e mestres atuantes em diferentes Instituições de Ensino Superior do Brasil e do mundo.
Sobre a palavra/ nome itacaiúnas
Itacaiúnas é um rio brasileiro, que nasce no estado do Pará na Serra da Seringa no município de Água Azul do Norte, e é formado pela junção de dois rios, o Rio da Água Preta e o Rio Azul. Desemboca na margem esquerda do Rio Tocantins, na sede da cidade de Marabá.


Para conhecer nosso trabalho basta acessar:
http://www.editoraitacaiunas.com.br


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Talvez tudo isso seja sobre ir em frente até não poder mais...




A noite gira devaneios obtusos em espirais nicotinadas.
O meu copo se recusa a esvaziar nessas idas e vindas de recordações fragmentadas.
É retrocedendo que se avança com saltos e piruetas espiraladas.
O mesmo caminho que vai  não é o mesmo que volta.
O que vai sempre retornará, mas sempre retornará diferente.
O que foi, o que é e o que ainda será são faces de uma mesma moeda que gira no vácuo,
Infinitamente, duas faces mescladas pela velocidade centrípeta.
Quem nós somos de fato? Um amontoado de antecedentes, cravados de incertos posteriores inefáveis. Queremos e achamos ser mais do que realmente somos. E o que somos? E que diferença isso faz?
Talvez tudo isso seja sobre ir em frente até não poder mais...

(Walter Rodrigues)

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Era mais uma daquelas tarde de chuva na cidade



Era mais uma daquelas tardes de chuva na cidade. O trânsito intenso e lento fazia com que as horas em contra gotas passassem. Tudo era uma mescla de apatia e resignação. Os ônibus passando lotado para os municípios de entorno a Belém. Seguíamos para Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara, Benevides, Benfica... Era assim cotidianamente na Região Metropolitana de Belém. Um vai-e-vem enfadonho e banalizado.  Restava-nos olhar pela janela ou nos espremermos entre bundas, pernas e sovacos fedorentos nos ônibus lotados e abafados.  O olhar das pessoas era um deserto profundo de solidão, cansaço e conformidade. Havia apenas um desejo latente: chegar em casa.
Foi quando um senhor de meia idade sentou-se ao meu lado. Eu havia conseguido a sorte grande de pegar um ônibus quase vazio.
- Vou sentar aqui do seu lado, mas não vou incomodar seus estudos – falou-me o senhor sentando-se e arrumando suas sacolas de compras entre suas pernas.
Assenti com a cabeça e continuei rabiscando um texto que jamais conseguiria finalizar ali.
- Posso te fazer uma pergunta? – virou-se para o meu lado o senhor com gestos imperativos.
Novamente assenti com a cabeça e tentei batalhar mais algumas palavras no meu caderno de anotação.
- Acho isso que está acontecendo muito injusto! – enfatizava ele com profundo sentimento na entonação de sua voz arrastada. Ali comecei acreditar que aquele autêntico senhor estava um tanto quanto embriagado.  
Fechei meu caderno e olhei para ele com profunda compaixão e interesse na sua dor pessoal. Eu ainda continuava a ser uma maldita esponja de sentimentos alheios.
- Depois de tudo que o presidente Lula fez e toda essa coisa que tão falando dele ai. Não é justo. Minha filha vai se forma em Geologia esse ano e viajou pra fora do país graças ao governo dele. Nunca um filho de pobre teve essa chance que teve agora... Não é justo!
Ele realmente estava muito abalado com o cenário político do Brasil naquele momento. E tinha na figura do governo algo bastante positivo, paternalista e sua insatisfação era muito grande.
- Eu sou operário, ganho menos de um salário por mês – continuou ele agora aos berros – e mesmo assim minha filha vai se forma! O Fernando Henrique que é estudado não é chamado pra dar palestras na Europa, mas o Lula que é um quase analfabeto é convidado pelas melhores universidades do mundo pra falar. Isso que é a raiva deles! Isso que eles não engolem!
A situação era bastante inusitada. Meu caderno já estava fechado fazia alguns minutos. Eu sabia que ele não pararia de falar.
Apanhar esses ônibus que vem da Universidade Federal é bastante complicado. As pessoas pensam que porque estamos com o caderno aberto ou com um livro aberto ou com mochila somos um acadêmico de merda.  E o pior é quando passamos a viagem inteira ouvindo estudantes empolgados a falar rasteiramente o que leram em suas apostilas tiradas na cópia como se fossem coisas mais importantes do mundo e fruto de um intenso estudo sobre.
- Qual é o seu nome, rapaz – perguntou-me ele.
No que eu rapidamente respondi: - Álvares, senhor...
- Pois bem, Álvares. Você não concorda comigo? – fuzilou-me ele com essa pergunta e com o seu olhar bastante vidrado e cheio de certezas absolutas sobre o que falava.
Apenas olhei para ele e baixei a cabeça. Eu odiava todo o sistema político nacional e acreditava que somente uma radical estruturação desse sistema de governar poderia de fato dar em alguma mudança. Mas naquele momento eu só queria escrever sobre a lógica realista descritas pelas putas do centro da cidade de Belém e sobre a calmaria que é beber uma gelada às margens da Baía do Guajará na orla do Ver-o-Peso às 5:30 horas da tarde.
- Você nem parece que é da Universidade! – esbravejou ele – Não sabe discuti política! Qual é o seu problema, rapaz? Que olhar triste é esse? Você não é um derrotado.
- Acho que eu não estou em uma competição. Eu não busco ganhar algo, ser um vencedor na vida. Deixo isso para os outros. O senhor não acha que tem gente demais querendo vencer na vida?
- Você faz que curso na Universidade?
- Nenhum. Não confio no conhecimento universitário. Pois tudo que forma, forma alguma coisa num molde. Definir o que as pessoas são é nojento, injusto e imoral. Eu me recuso ser rotulado como produto e vendido no mercado de trabalho como peça para alavancar todo esse sistema podre que estamos vivendo hoje.
- Você não diz coisa com coisa. Eu até que tava meio que porre, mas já até fiquei bom. Você, Álvares, precisa de umas boas doses de cachaça e principalmente de uma boa trepada com uma boa boceta. Vou descer aqui antes que eu dei um pau nessa tua cara de lua cheia, seu doido.

E assim aquele nobre senhor desceu o coletivo sem olhar pra trás. Suas palavras finais mexeram comigo e eu só pensava seriamente que talvez eu estivesse realmente precisando de uma boa trepada...

(Walter Rodrigues)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Crônica de uma tarde sóbria

Falávamos de nossas aventuras memoráveis, de porres homéricos, das inúmeras vezes em que vimos a cara da morte e de quanto ela era viva.
Falávamos também das incontáveis vezes que íamos procurar empregos. De como era foda a vida de trabalhador assalariado.
Ríamos bastante de cada lembranças nostálgicas que eram nossas aventuras quixotescas. Enquanto a garrafa de refrigerante ia pelo final.

Victor então falou-me:

- Foram tempos inesquecíveis que nunca mais vão voltar...

Enquanto ouvia eu enxugava as lágrimas dos risos, olhando os raios de sol sumindo por detrás das nuvens daquele final de tarde sóbria.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A IMPORTÂNCIA DO REGISTRO ISBN PARA O SEU MAPA


Criado em 1967 por editores ingleses, o sistema passou a ser amplamente empregado, tanto pelos comerciantes de livros quanto pelas bibliotecas, até ser oficializado, em 1972, como norma internacional pela International Organization for Standartization – ISO 2108 – 1972.
O ISBN – International Standard Book Number – é um sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os inclusive por edição.
O sistema também é utilizado para identificar mapas desde que informado sua escala. Assim como para o registro de software, o sistema numérico atribuído aos mapas é convertido em código de barras, o que elimina barreiras linguísticas e facilita a circulação e comercialização dos produtos.
E qual importância dessa identificação para os mapas que eu possa vim publicar em revistas, livros (eletrônicos e/ou impressos), T.C.C. e etc?
Uma vez fixada a identificação de seu produto cartográfico, ela só se aplica àquela obra e edição, não se repetindo jamais em outra. A versatilidade deste sistema de registro facilita a interconexão de arquivos e a recuperação e transmissão de dados em sistemas automatizados, razão pela qual é adotado internacionalmente. O ISBN simplifica a busca e a atualização bibliográfica, concorrendo para a integração cultural entre os povos.
O que podemos fazer para elaborar e registrar os seus mapas?
Somos uma empresa com casa editorial consolidada e registrada na Agência Brasileira do ISBN através do prefixo editorial 68154 atrelado a Editora Itacaiúnas. Nossa equipe é formada por geógrafos bacharéis e especialistas na área das geotecnologias. Nossa Divisão de Projetos Cartográficos conta ainda com a presença de um conselho editorial constituído por professores, doutores e mestres de Instituições de Ensino Superior Federal e Estaduais.

PROPOSTA (A) – Nós elaboramos seus mapas temáticos com registro ISBN e código de barras tendo VOCÊ como autor do projeto cartográfico junto a Agência Brasileira do ISBN. 
PROPOSTA (B) – Você já tem seus mapas prontos, mas gostaria de registrá-los com ISBN? Sim. Nós também realizamos esse serviço. 
Ganhe visibilidade e direitos autorais com o seu mapa temático.
Seu mapa será publicado pela nossa casa editorial, e caso você deseje, o seu projeto cartográfico poderá estar disponível em nossa loja virtual para venda como produto digital.  Com a segurança e identificação internacional proporcionada pelo International Standard Book Number – ISBN.  Você ganha até 90% sob as vendas concretizadas em nossa loja.
Entre em contato conosco e assegure o registro internacional de seus mapas temáticos através de nossos serviços.

Conheça essa novidade clicando aqui!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

E como está sua mente?



A propulsão das turbinas de minha maldita necessidade insana pelo intransponível recai sobre desígnios frustrados de sonhos pré-moldados e alicerçados na areia.
Versos sem métrica, sem rimas e sem poesia.
Vida ligeiramente disforme adquirindo forma rapidamente.
Para onde avançar em terrenos hostis? Fica a necessidade do voo.
- E como está sua mente? – perguntou-me Daniel.
- Tranquila – respondi.
O que o resto da humanidade está fazendo agora?  Provavelmente muita merda em todos os sentidos.
 A escrita jorra de uma rocha ferida pelo um cajado de um profeta que anuncia novos tempos sobre a face da terra. 
Para onde correr quando todos os caminhos insistentemente nos levam para o mesmo lugar?
Fica a necessidade do voo.
- E como está sua mente? – perguntou-me Daniel.
- Tranquila – respondi.

(Walter Rodrigues)

Imagem: Pixabay

domingo, 19 de abril de 2015

Literatura vira metódo de defesa de indígenas com destaque no mercado



Vanessa Aquino - Correio Braziliense

Mesmo com ameaças, a cultura dos povos indígenas brasileiros resiste também em forma de literatura. As histórias passadas de geração para geração, antes por meio da linguagem oral, agora são registradas por antropólogos e pelos próprios membros de diferentes etnias, que adotaram a escrita como importante meio de apresentar ao mundo a riqueza de mitos e tradições dos povos indígenas.
Entre os nomes mais famosos estão Daniel Mundukuru, Davi Kopenawa, Ailton Krenak, Carlos Tiago Haki’y, Eliane Potiguar, Ely Macuxi, Cristino Wapixana, Rony Wasiry Guará e Elias Yaguakãg. Alguns desses escritores se destacam no mercado editorial e são presença constante em feiras do livro pelo mundo, como aconteceu no Salão do Livro de Paris deste ano, quando o Brasil foi homenageado.
Daniel Munduruku, escritor indígena com 45 livros publicados, esteve no Salão de Paris e costuma ser presença garantida na maioria dos eventos do gênero, quando se discute cultura e literatura indígena em mesas e palestras. Nascido em uma pequena aldeia da etnia Munduruku — perto de Belém —, Daniel escreve livros voltados principalmente para as crianças. É um dos poucos nativos da geração que aprendeu a ler e usa a literatura para dar aos povos indígenas o seu lugar na história do Brasil e para lutar contra o preconceito do qual ainda são vítimas hoje.
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Fonte: Correio Braziliense
Foto: Walter Rodrigues



sábado, 14 de março de 2015

A Onda (2008) - Filme Completo e Dublado no Youtube


Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967. 


Revisitando temas que aparentemente estariam distantes da sociedade do século XXI, e para que esse distanciamento não mais exista, basta lembrarmos que algo semelhante está ocorrendo com os "gladiadores do altar", grupo de evangélicos que se veste como soldados uniformizados. Quem assistir ou já assistiu fará inevitavelmente a relação de filme/década de 60/realidade no Brasil. Para os defensores dos "gladiadores do altar", que dizem que não há armas no tal exército, se por um acaso tenham algum conhecimento de história, irão recordar que exércitos como: SS e Gestapo, surgiram quase que da mesma forma, sem armas. O filme A Onda (Die Welle) Baseado em fatos reais, mostra como a manipulação das massas é possível, e o quanto é fácil para as pessoas elegerem um líder (ainda que no filme seja um microssomo social ou numa igreja evangélica).

Assista o filme A Onda completo e dublado a seguir:







Fontes:  Filmow e Youtube.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Divulgação da lista de autores selecionados para compor a antologia literária Versos Cotidiano – ano 2015




É com grande satisfação que apresentamos a lista de autores selecionados para compor a antologia literária Versos Cotidiano – ano 2015. Nesta antologia foram reunidos 48 poemas de 48 poetas brasileiros do norte ao sul do Brasil traçando desse modo um vasto painel da poesia nacional contemporânea. Partindo do objetivo geral que norteou essa primeira antologia literária de nossa editora, buscou-se revelar e proporcionar a publicação de novos e veteranos autores brasileiros na categoria poesia dando visibilidade para suas obras literárias.
Lembramos que no dia 02/02/2015 a obra será lançada no site Clube de Autores e poderá ser adquirida no formato impresso.  Agradecemos a todos que participaram dessa seletiva. Aguardem nossos próximos eventos literários e mantenham-se informados curtindo nossa fanpage no Facebook e/ou seguindo-nos no Twitter.




domingo, 14 de dezembro de 2014

Do alto do terminal da Folha 32


Para Viviane Corrêa Santos

Meus versos amputados rastejam-se sobre finas lâminas de navalhas.
A cidade média de papel suspenso, ora eleva-se no horizonte; ora alinha-se ao nível do Itacaiúnas e do Tocantins.
Marabá de minhas certezas desesperadamente pretendidas certas, cujo trem abarrotado de esperanças contraditórias leva e eleva e suprime infinitos gritos inaudíveis de tudo o que seu solo já não pode oferecer.
E do alto do terminal da Folha 32, o Itacaiúnas manda seu cheiro e frescor enquanto você, meu Amor, avança pela deserta e bem pavimentada Transamazônica.
A cidade toda iluminada se estende como um grande lençol cintilante sobre um imenso corpo irregular.

Enquanto o ônibus atrasado alinha-se à baia de embarque trazendo-me uma terrível solidão. E o desejo de não embarcar destroça-me retrocedendo os momentos de paz que é possível alcançar plenamente nos braços de quem amamos.

Texto e foto: Walter Rodrigues.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Poema "Foi assim" de Paulo André e Ruy Barata



Compartilhando esses lindos versos dos poetas Paulo André e Ruy Barata. O poema foi musicado, gravado em disco pela Polygran e interpretado pela cantora Fafá de Belém. E também foi trilha musical de novela e filme. 

FOI ASSIM
(Paulo André e Ruy Barata)

Foi assim,
Como um resto de sol no mar,
Como os lenços da preamar,
Nós chegamos ao fim.

Foi assim,
Quando a flor ao luar se deu,
Quando o mundo era quase meu,
Tu te foste de mim.

“Volta, meu bem”, murmurei.
“Volta, meu bem”, repeti.
“Não há canção nos teus olhos,
Nem amanhã nesse adeus!”

Horas, dias, meses se passando
E, nesse passar, uma ilusão guardei:
Ver-te novamente na varanda,
A voz sumida e quase em pranto,
A murmurar “meu bem, voltei”.

Hoje essa ilusão se fez em nada
E a te beijar outra mulher eu vi,
Vi no seu olhar envenenado,
O mesmo olhar do meu passado e soube que te perdi.

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Imagem: Pixabay

sábado, 6 de dezembro de 2014

Confira o livro Memórias de São João da Ponta a partir de narrativas orais


"Não sabia nada, um pouco me ensinaram, aprendi indiretamente e aprendi diretamente e saí transformado".
(PORTELLI, 2005) 

Informamos que encontra-se publicado o lançado o livro "Memórias de São João da Ponta a partir de narrativas orais".

O livro é uma publicação que surgiu da demanda dos próprios moradores do município como uma ação a fim de preservar as memórias contidas nas narrativas dos moradores mais idosos das comunidades locais.  


Acessar livros no Google Book


Os livros impressos serão distribuídos entre os moradores e também serão disponibilizados nas bibliotecas das escolas como materiais paradidáticos sugestivos aos professores.  A versão digital do livro esta divulgada no blog do GEPPAM (http://geppam.blogspot.com.br).

Podendo ser baixada e consultada em sua versão completa na internet através do Google Books (http://books.google.com.br/books?id=puW4BQAAQBAJ&printsec=frontcover&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false).


Capa e contra-capa.
Este livro foi realizado pela Associação dos Usuários da RESEX de São João da Ponta (MOCAJUIM) em parceria com o Grupo de Estudo Paisagem e Planejamento Ambiental (GEPPAM). Com o patrocínio da Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal do Pará (PROEX/UFPA) e apoio da Faculdade de Geografia e Cartografia da Universidade Federal do Pará (FGC/UFPA), Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio) e Prefeitura Municipal de São João da Ponta.


A obra não poderá ser comercializada de forma alguma. Sendo que o conteúdo completo da obra encontra-se disponível na internet para ser baixado. A cópias impressas do livro estão distribuídas entre os moradores do município, para os entrevistados e seus familiares e também serão distribuídas para escolas do município e nas bibliotecas da Universidade Federal do Pará e entre outros.

É uma satisfação muito grande para o GEPPAM poder ver essa obra retornar às mãos de seus legítimos autores, os moradores de São João da Ponta. Agradecemos a todos que colaboraram, direta e indiretamente com para viabilização dessa publicação. Que esta obra possa ser uma sugestão para a criação de outras.

Atenciosamente,
Walter Rodrigues.
(Autor do livro e responsável pelas entrevistas realizadas para esta obra)




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