quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Baixe e assista o filme "Paulo Freire Contemporâneo (Parte 1)" de Toni Venturi


O filme aborda a critica de Paulo Freire ao sistema de ensino brasileiro. Freire implantou um sistema de alfabetização em Angicos, na Bahia, no entanto, o processo que foi interrompido pela ditadura. Mostra ainda a concepção antropológica de Paulo Freire e as atividades da escola rural de Jaguaquara, na Bahia. A escola baseou-se na teoria educacional de Paulo Freire para reformular o seu sistema de ensino. O filme apresenta o Instituto Paulo Freire e suas várias associações espalhadas pelo mundo. (Acervo digital UNESP).
Baixe gratuitamente no link a baixo:

Baixar arquivo


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Fontes consultadas
http://acervodigital.unesp.br/

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

III Prêmio de Poesia Portal Amigos do Livro 2013 - Inscrições online até 31 DEZ/2013




Portal Amigos do Livro abre inscrições até 31 de dezembro de 2013 do III Prêmio de Poesia Portal Amigos do Livro.

O Concurso tem por objetivo descobrir novos talentos e promover a literatura brasileira.

Na edição de 2013 contemplará o gênero POESIA. Tema é livre e a inscrição grátis.

Poderão participar autores brasileiros, residentes ou não no País, maiores de 16 anos. Cada Autor poderá participar com 1 (uma) POESIA INÉDITA, em língua portuguesa, contendo obrigatoriamente um título.

Inscrições: AQUI 

PREMIAÇÃO
Os 50 (cinquenta) trabalhos selecionados pela Comissão Julgadora serão publicados em antologia pela Scortecci Editora, no formato 14 x 20,7 cm, sem custo, taxa ou qualquer despesa para o AUTOR.
A título de Direito Autoral, cada autor receberá como premiação, além da publicação da obra na antologia, 5 (cinco) exemplares da obra, pelos Correios (Encomenda Normal).
A publicação será em ordem alfabética, por nome de AUTOR, com Ficha Catalográfica, número de ISBN e selo editorial da Scortecci Editora.
CARACTERISTICAS DA OBRA
300 (trezentos) exemplares, formato 14 x 20,7 cm, miolo P&B, capa 4 cores em papel 250 gramas, sendo: 250 (duzentos e cinquenta) exemplares para os AUTORES vencedores e 50 (cinquenta) exemplares para a Livraria Asabeçacomercializar ao preço de R$ 30,00 cada.
AUTORES vencedores do III Prêmio Literário de Poesia Portal Amigos do Livro 2013 poderão adquirir exemplares extras (não obrigatório) diretamente com a editora com 40% de desconto sobre o preço de capa.
CRONOGRAMA
Inscrições: até 31 de dezembro de 2013.
Divulgação do Resultado: fevereiro de 2014 através do Portal Amigos do Livro e do Portal Concursos e Prêmios Literários.
Edição e Publicação: março de 2014.
Envio da obra para os AUTORES Vencedores: abril de 2014.
DISPOSIÇÕES FINAIS
Ao fazer a inscrição, o AUTOR estará concordando com as regras do concurso, inclusive autorizando a publicação de sua POESIA e BIOGRAFIA em antologia publicada pela Scortecci Editora e responderá por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral.

Organização: Portal Amigos do Livro (www.amigosdolivro.com.br)

Apoio: Portal Concursos e Prêmios Literários e Scortecci Editora.

Mais informações: Use, por favor, o FALE CONOSCO do Portal Concursos e Prêmios Literários.
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Lygia Fagundes Telles: A escrita como vocação



Numa tarde de junho de 2012, a escritora Lygia Fagundes Telles recebeu o Portal Literal em seu apartamento, no bairro dos Jardins, na capital paulista, com vinho do Porto e biscoitos amanteigados, para uma conversa sobre sua trajetória. Quando surgiu na sala, nada indicava que ali estava uma mulher de quase 90 anos. Sua força, beleza e extrema gentileza são impactantes.  “Vocês não vão beber?! Bebam!”, a todo momento incitava a equipe a beber mais vinho.
Sentada no lugar predileto, ao lado das plantas, em frente à estante repleta de fotos e lembranças de familiares, cercada por pinturas, algumas do filho Goffredo da Silva Telles Neto, Lygia relembrou, ao longo de quase duas horas, episódios do passado, recitou versos guardados na memória, falou dos queridos amigos (Clarice, Caio F., Drummond, Érico Verissimo), da sua relação com a escrita e seus personagens, do lidar com a vida e a morte. O que impressionou na força de seu depoimento é o amor pelo ofício, dedicação de vida ao “chamado” que recebeu ainda mocinha na escola.
Neste encontro, Lygia Fagundes Telles, a menina contadora de histórias que aceitou sua vocação para se tornar uma das mulheres mais respeitadas da literatura brasileira, revela-se tão grande quanto a sua prosa repleta de magia, o poder criador de suas palavras.

Portal Literal: A senhora disse recentemente em uma entrevista que, na juventude, foi pobre e subversiva. Como lidou com essas dificuldades iniciais e de que forma foi subversiva?
Lygia Fagundes Telles: Eu tive uma infância rica. Meu pai era um homem maravilhoso, mas era um jogador, então, jogou tudo. Então eu tive que trabalhar para pagar meus estudos. Era uma luta. Além da luta normal, a luta com a palavra. Como dizia o Drummond: “Lutar com a palavra é a luta mais vã, contudo lutamos mal rompe a manhã”. Além da luta pelo dinheiro, havia a luta pela palavra. Era uma luta dupla. Fiquei então uma lutadora. Só faltou botar aquelas luvas de box [risos]… Foi uma juventude muito difícil, muito complicada. Mas fui até o fim. É preciso coragem. Carlos Drummond de Andrade tem outro poema do qual eu gosto muito: “Penetra surdamente no reino das palavras, lá estão elas em estado de dicionário e te perguntam, sem interesse pelas respostas: trouxeste a chave?”. É muito bonito isso. Essa chave de abrir as palavras, de abrir a própria vida, essa chave exige uma luta, e é uma luta bonita. E assim eu fui. Então eu me acostumei desde cedo a essa imposição. “Vai, vai… trouxeste a chave?”. Essa pergunta eu fiz a mim mesma muitas vezes e a mim mesma eu respondi.

PL: A senhora chegou a ser afetada pelas ditaduras que testemunhou?
Lygia: Muito. Vou contar uma história para vocês. Eu era uma mocinha, com pulôveres fechados, cabelo escorrido. Durante uma manifestação, ia segurando a bandeira brasileira com outras moças do Largo São Francisco, e, atrás, o estandarte da Faculdade de Direito. Então o Getúlio Vargas mandou ordem para São Paulo para que não permitissem que os estudantes falassem. Então eu fui a uma casa de tecidos e pedi uma tela preta, essas que cobrem os defuntos, porosas, para pormos na boca. Já que o Getúlio tinha proibido falarmos, então íamos com aquele tira para a rua. Eu cheguei na loja e disse: “Me veja um tecido preto poroso, desses que cobrem os defuntos”. Ele trouxe a peça e eu pedi: “Por favor, uns 3 ou 4 metros”. Ele me olhou e perguntou: “Mas o defunto é grande assim?” [risos]. Saímos todos com a tira na boca, em protesto. Justamente nessa nossa caminhada havia um rapaz ao meu lado, também com um pano preto. De repente ele caiu no chão, vomitando sangue. Por detrás vinha a Polícia Militar metralhando. As lojas fecharam as portas. Um horror.  Foram arrancados os livros de vários poetas e prosadores das vitrines. Foram proibidos vários poetas e prosadores que eram considerados ofensivos à ditadura de Getúlio Vargas. Eu sei que tem gente que ama o Getúlio, e eu respeito esse amor. Mas eu tinha horror a ele. Os estudantes também, incluindo o que morreu do meu lado, vomitando sangue. Eu fui para o hospital e quando cheguei em casa minha mãe estava tendo um ataque, porque não tinha televisão nessa época, só o rádio, e ela escutou pelo rádio que os estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco tinham sido alvejados pela PM e que um dos estudantes ou uma estudante, estava morrendo no hospital. A minha mãe pensou: é a minha filha!
Agora, depois… Durante a ditadura militar eu estava escrevendo o romance “As meninas”. E nesse romance há uma jovem que é justamente a subversiva. Tem a mocinha, que é a Lorena, bonitinha e tal, família rica, tudo em ordem. Tem a outra que é a Ana Clara, que chamam de Ana Turva, a drogada. E tem a terceira que é justamente a subversiva, a Lia. Eu penso sempre que o escritor tem que ser testemunha do seu tempo e da sua sociedade. Nesse romance eu quis testemunhar aquele tempo e aquela sociedade através de três jovens, a burguesa, a subversiva e a drogada.

PLE quanto ao panfleto que incluiu nesse livro?
Lygia: Eu estava com Paulo Emilio Salles Gomes, meu segundo marido, na minha casa, na Rua Sabará quando recebemos um panfleto extraordinário de um homem torturado pelo DOI-CODI, pela Polícia Militar. Recebi esse panfleto e disse: “Paulo, que panfleto terrível, está dizendo coisas horrendas, ele está contando coisas horrendas que ele viveu”. E então perguntei: “O que eu faço com isso?”. Ele respondeu: “Coloca no seu livro”. E eu coloquei, está lá em “As Meninas” a tortura que esse homem sofreu no DOI-CODI, o sapato enfiado na boca, ele dependurado no pau de arara, os choques elétricos nas partes… Ditadura Militar… Por isso que a Comissão da Verdade é da maior importância, porque é a nossa história, não pode ser omitida, tem que ser trazida ao público para todos saberem o que aconteceu.

PL: A senhora costuma ter algum ritual para escrever?
Lygia: Ausência, silêncio… Eu, de um certo modo, me fecho com meus personagens e fico com eles ao meu redor. Eu levo uma vida muito fechada comigo mesma, gosto muito de música, ouvir Wagner, Beethoven, Chopin, ouço muito concertos, gosto muita da TV Cultura, eles têm programas excelentes… Fico fechada comigo mesma porque, embora eu não seja uma companhia maravilhosa para mim mesma, acabo me divertindo comigo. Então fecho a porta.

PL: E quando um livro chega ao fim?
Lygia: Quando eu estava terminando “As meninas”, eu estava em Barra de São João, província do Rio de Janeiro, numa chácara onde eu ouvia o mar. Era madrugada quando terminei. E de repente comecei a chorar porque eu estava me despedindo das minhas personagens, não ia tê-las mais comigo, era o adeus. Aí  uma personagem veio, sentou no meu colo e disse: “Eu sou tão interessante, você não vai me aproveitar outras vezes?”. Eu disse: “Vamos ver…”. Ela disse: “Eu voltarei com máscara”. As personagens são como nós mesmos, elas querem viver mais tempo, elas não querem ser encerradas no livro.  Elas criam digamos que vida própria e exigem um tempo. Oswald de Andrade escreveu uma coisa engraçada. Ele disse que um personagem já atormentou tanto ele, toda hora vinha, “Olha eu aqui!”, então ele pegou e jogou a personagem no mar, afundou e nunca mais. Mas eu queria dizer o seguinte, as personagens ficam em torno do escritor, conversam com o escritor, exigem vida própria. São como nós mesmos, não querem morrer. Querem continuar, então, nessa vontade de continuação eles voltam mascarados. Você tira aquela máscara e vê: “Ah, mas você é aquele lá!”.

PL: A senhora e Clarice Lispector foram amigas. Como começou essa amizade? E por que ela lhe mandou não sorrir nas fotografias?
Lygia: A Clarice gostava muito dos meus livros, eu estava no Rio de Janeiro, passando lá  uma temporada. Ela me procurou e disse: “Lygia, precisamos nos impor porque na literatura do Brasil não levam a sério as mulheres. Fica séria não ria, você ri demais, não pode, tem que manter a cara fechada.” Ficamos amigas. Depois fomos juntas pra Colômbia, para um congresso de escritores.

PL: E a senhora também era uma leitora da Clarice?
Lygia: Eu tinha grande admiração pela Clarice. Já tinha lido os primeiros livros, os contos, “O Lustre”, os primeiros livros dela, e nós tínhamos muitos amigos em comum. A Clarice era muito amiga do Erico Verissimo, que gostava muito dela. Eu era muito amiga dele também, então falávamos sobre o Erico e os nossos amigos comuns, sobre a vida, sobre a morte, sobre o amor, as nossas conversas eram muito longas e ela repetia [imitando Clarice]: “Eu creio, Lygia, que nós mulheres estamos muito pouco consideradas no Brasil, mulher não é ouvida nem lida no Brasil, vamos nós duas nos impor! Não ria, fica como eu, brava mesmo!”.

PL: Certa vez um jornalista perguntou para Clarice por que ela escrevia, e ela respondeu com outra pergunta: “Por que você bebe água?”. Você mesma já se fez essa pergunta? E se há uma resposta, é uma resposta que tem se mantido com o passar do tempo?
Lygia: A vida inteira, desde menina, eu contava historias. Quando não sabia escrever, inventava histórias de lobisomem, de alma penada, histórias horríveis. Um dia comecei a escrever nos meus cadernos de escola as histórias que eu contava. Foi assim, o começo foi esse. Uma professora viu no meu caderno, nas paginas no final do caderno, uma história minha e disse: “Menina, vem cá”. Era uma professora de História. “Por que você está escrevendo essas bobagens aí?”.  E eu, pela primeira vez assumi a minha vocação: “Não é bobagem, é uma história que eu inventei”. Vocatio, vocação; vocare, chamado.
Desde sempre eu contei histórias. Não me vejo em outra situação a não ser contando histórias quando criança. Não considero meus primeiros livros, apaguei da minha história, da minha vida, os primeiros contos, que considero “juvenilidades”. Começo, isto sim, a considerar meu trabalho a partir do livro “Ciranda de Pedra”, o resto, como diria Shakespeare, o resto é silêncio.

PL: Fale-nos de sua amizade com Caio Fernando Abreu e Carlos Drummond de Andrade.
Lygia: Caio era meu querido amigo, conversávamos muito sobre a nossa profissão, de mãos dadas, conversávamos muito sobre essa paixão comum que nos levava a escrever, e que nos fazia feliz escrevendo. O Carlos Drummond de Andrade foi um amigo que me ajudou muito… Ele disse: “Tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra”. Um dia eu vi escrito num mural, na rua: “Tinha um caminho meio da pedra”.  Que bonito isso! Se o Carlos Drummond fosse vivo eu mandaria pra ele essa mensagem: No meio na pedra tinha um caminho: a esperança.
É engraçada uma coisa… Na realidade os meus maiores amigos sempre foram homens. Desde a faculdade de direito, homens. Boas amigas e tal, mas os homens eram meus amigos maiores, não só na juventude como depois. Até um padre! Tenho um amigo padre. De vez em quando eu olho pra ele e digo: eu preciso me confessar! E ele diz, “Você não precisa”. É engraçado isso, a minha proximidade com o sexo masculino foi muito profunda sempre. Mas claro que também tive boas amigas. Mulheres fortíssimas, boas escritoras, sem a menor… sem aquele sentimento de inveja, rivalidade.

PL: A morte é um tema, uma questão recorrente em sua escrita. Como a senhora se relaciona com essa questão?
Lygia: É um tema difícil… Você teria que acreditar na imortalidade da alma, que você vai continuar…  Às vezes eu acredito muito na imortalidade da alma nesse sentido. Tem um filósofo, cujo nome eu agora esqueci, que dizia: “Já fui um mancebo, já fui uma donzela, já fui um pássaro azul nas florestas e já fui um peixe mudo do mar”. Eu acredito na reencarnação, acredito… Se você for decente, honesto consigo mesmo e com os outros nesta encarnação, você vai ser uma coisa boa na próxima. Ser bom agora, porque você vai ser recompensado pela sua vida reta e justa atual.

PL: Como a senhora vê a situação do escritor atualmente, no Brasil?
Lygia: Principalmente no Brasil, os nossos livros não são lidos. Nós estamos num país onde seus os maiores e melhores escritores, um Manuel Bandeira, um Carlos Drummond de Andrade,  ou mais lá atrás, um Machado de Assis, não são lidos. Se alguém aqui for amigo da nossa presidente, da qual  eu gosto muito, mandaria um recado pra ela, um recado com o coração na mão: O dia em que o Brasil tiver mais creches e mais escolas, terá menos hospitais e menos cadeias. Outro recado que eu trago pra Dona Dilma, é um recado que vem lá da China, das antigas dinastias chinesas: Antes de sair para melhorar e consertar o mundo, dê três voltas dentro da sua casa. Ela tem muita coisa pra fazer aqui, a Dona Dilma pode ficar mais aqui conosco, ela vai encontrar muita coisa pra fazer e vai fazer muito bem porque ela é muito boa.

PL: A Clarice costumava perguntar aos seus entrevistados: “O que é o mais importante na vida?” Gostaríamos de repetir a pergunta dela para a senhora.
Lygia: Há varias coisas muito importantes, eu creio que seria injustiça da minha parte fazer uma classificação. A vida é dificílima, eu acho a vida muito difícil, então o melhor é você se aproximar de quem você ama, se puder, ficar com esse amor, amar a sua profissão, que é a sua vocação. Em latim, vocatioVocare, chamado. Você precisa obedecer ao seu chamado. Se você ama escrever, você tem que escrever, se você ama dançar, vai dançar. É tocar piano? Vai, pega o seu piano, se não tem piano, venda sua roupa, o seu sapato, venda o que tem, compra um piano e toca piano. Você tem que se aproximar, tem que se entregar à sua vocação, como o coração na mão, aí você fica feliz, aí você faz feliz a sua mulher, o seu homem, seja quem for, mas você precisa se entregar, obedecer a vocação. A vocação é um chamado que diz: “faz isso, não aquilo!”. Eu sempre obedeci a minha vocação, então,  cheguei a essa idade avançada, como dizia mamãe, já dobrei o cabo da boa esperança [risos], mas obedecendo a minha vocação, que é escrever. Essa é a minha felicidade. Diante de deus eu posso dizer: “Eu cumpri minha vocação, aqui estou.”
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Texto: Ramon Mello e Manoela Sawitzki

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

V Prêmio Nacional Ideal Clube de Literatura e XVI Prêmio Estadual Ideal Clube de Literatura 2013



O V Prêmio Nacional Ideal Clube de Literatura – 2013, Prêmio Jáder de Carvalho, promovido pelo Ideal Clube, é instituído para incentivar, mediante concurso, a criação literária, no gênero POESIA, sendo regido pelas cláusulas e condições aqui discriminadas.


I. ÁREA DO CONCURSO
1. Obra Inédita
2. Textos Inéditos

II. APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS

01. Para Obra Inédita

a) Poderão inscrever-se candidatos residentes em qualquer parte do território nacional.

b) A obra inédita deverá ser apresentada em 3 (três) vias, em papel tamanho A4 (210mm x 297mm), em espaço 2 (dois ou duplo), digitado de um só lado do papel, sem rasuras ou emendas manuais, com uso da fonte Times New Roman, tamanho 12, tendo todas as páginas numeradas de 01 a 80 (no mínimo) ou de 01 a 120 (no máximo). É necessária, também, a apresentação dessa obra eletronicamente, em CD-R, com etiqueta contendo o nome do concurso e o pseudônimo do Autor. Tudo isso deve estar em um pacote lacrado: na face externa, o nome do concurso e o pseudônimo do Autor; internamente, num envelope, também, lacrado, o nome completo do Autor, seu endereço – rua, bairro, cidade, CEP, Estado -, seu CPF e uma cópia da Carteira de Identidade, bem como o número de um telefone para contato;

c) Cada participante poderá inscrever apenas UMA obra ainda inédita.


III. DAS INSCRIÇÕES

d) As inscrições poderão ser feitas, pessoalmente pelo concorrente ou por um representante seu, na Secretaria do Clube, no período de 6 de maio a 30 novembro de 2013;

e) As inscrições também poderão ser feitas via correio, obedecendo às recomendações já expostas, com o seguinte destino: Ideal Clube, Av. Monsenhor Tabosa, 1381; BAIRRO - Meireles; CEP 60165 – 011, Fortaleza – CE;

f) Os requisitos acima deverão sem cumpridos rigorosamente no ato da inscrição, sem o que os trabalhos não serão aceitos pela Secretaria do Clube.




XVI PRÊMIO ESTADUAL IDEAL CLUBE DE LITERATURA

02. Para Textos Inéditos

a) Poderão inscrever-se candidatos cearenses, residentes em qualquer parte do território nacional, e não cearenses, residentes no Estado do Ceará.

b) Os textos deverão ser absolutamente inéditos e escritos em Língua Portuguesa, pois, uma vez já publicados, quer o todo ou uma parte, implicará o fato sua eliminação a qualquer tempo do certame.

c) Cada trabalho deverá ser apresentado em 3 (três) vias, contendo o pseudônimo, em papel tamanho A4 (210mm x 297mm), em espaço 2 (dois ou duplo), digitados de um só lado do papel, sem rasuras ou emendas manuais, com uso da fonte Times New Roman, tamanho 12, tendo todas as páginas numeradas, em número máximo de 6 (seis) para cada POEMA;d) É necessária, também, a apresentação dos trabalhos eletronicamente em CD-R, a serem validados no ato da inscrição, e com etiqueta contendo o nome do concurso e o pseudônimo do autor;

e) Os concorrentes já inscritos em outros Prêmios Ideal Clube de Literatura não poderão usar neste os pseudônimos naqueles já usados.

f) No ato da inscrição, o candidato deverá apresentar um envelope, contendo internamente as vias do trabalho; e externamente, etiqueta com as seguintes informações: nome do concurso, área de inscrição, títulos dos trabalhos e pseudônimo do autor. Outro envelope, a ser lacrado no ato da inscrição, contendo internamente: o CD-R com os trabalhos digitados e um breve Curriculum do autor, (5 linhas) cujo modelo se encontra à disposição dos interessados na Secretaria do Clube; externamente, etiqueta de identificação contendo as seguintes informações: nome do concurso, área de inscrição, pseudônimo do autor e a palavra “Curriculum”;

g) Cada participante poderá inscrever no máximo (3) POEMAS, com o máximo de 6 (seis) laudas cada um.

h) É vedada a inclusão – sob pena de eliminação do candidato – de qualquer elemento que permita a identificação do autor;

i) Os requisitos acima deverão sem cumpridos rigorosamente no ato da inscrição, sem o que os trabalhos não serão aceitos pela Secretaria do Clube.


IV. DA CLASSIFICAÇÃO E PREMIAÇÃO

1. Obra Inédita

a) Será classificado apenas 1(UM) concorrente;

b)O concorrente classificado em Primeiro Lugar receberá como prêmio, a quantia de R$ 30.000,00 (trinta mil reais);

c) A obra inédita classificada em Primeiro Lugar receberá, também, uma edição de 500 exemplares, dos quais 100 deverão ser doados ao Ideal Clube, para suas atividades culturais.

d) Para o lançamento ao público dessa obra, o Ideal Clube patrocinará, também, os convites e o coquetel da festa.

2. Textos inéditos

a) A Comissão, em seu julgamento final, selecionará 1 (um ) trabalho para a premiação, classificando-o em 1o lugar.

b) O autor classificado em 1o lugar receberá o prêmio de R$ 5.000,00 (cinco mil reais);

c) A Comissão Julgadora escolherá mais 15 (quinze) concorrentes para que recebam Diploma de Menção Honrosa, bem como um prêmio de R$ 1.000,00 (hum mil reais) cada um; neste caso, não haverá classificação.

d) O Ideal Clube publicará o livro “Coletânea”, contendo os trabalhos selecionados pela Comissão Julgadora, na quantidade por ela determinada.

e) Cada autor que tiver seu trabalho inserido no livro receberá 10 (dez) exemplares do mesmo; e os demais, um exemplar cada.


V. LOCAL E PRAZO

a) As inscrições estarão abertas a partir do dia 6 de maio de 2013, na Biblioteca do Ideal Clube, à Rua Monsenhor Tabosa, 1381 – Fortaleza – CE, fone: 3248.5688 – ramal 35, local em que deverão ser entregues os trabalhos concorrentes.


VI. COMISSÃO JULGADORA | PRAZO

a)A Comissão Julgadora será composta de três intelectuais nomeados no Estado ou no País, sendo os seus nomes mantidos em sigilo até a data da proclamação dos vencedores;

b) É vedada a participação de um mesmo jurado em mais de dois Prêmios Ideal de Literatura, consecutivos;

c) As decisões da Comissão Julgadora serão irrevogáveis.

d) A Comissão Julgadora receberá todos os trabalhos inscritos, nas respectivas áreas do concurso, no dia 7 de novembro de 2013;

e) A Comissão Julgadora entregará, no dia 16 de janeiro 2014, ao Conselho Curador de Cultura do Ideal Clube, a obra inédita classificada em 1o Lugar, bem como os textos inéditos – tanto os 15 premiados quanto os demais 40 que, juntamente àqueles, integrarão a Coletânea.


VII. PROCLAMAÇÃO DOS RESULTADOS E ENTREGA DOS PRÊMIOS

a) Os vencedores do presente concurso, nas duas áreas de inscrição, serão conhecidos e proclamados no dia 20 de Fevereiro de 2014, em solenidade a ser realizada no Salão Nobre Dr. Edson Queiroz Ideal Clube, às 20h;

b) Nessa ocasião, será feita a entrega dos prêmios, bem como o lançamento do livro “Coletânea”, com a entrega dos exemplares.


VIII. DISPOSIÇÕES FINAIS

a) Os trabalhos inscritos nesse concurso, em qualquer uma das duas áreas, não serão devolvidos.

b) Os prêmios, nas duas áreas, sob nenhuma hipótese, serão divididos, devendo a Comissão Julgadora, por unanimidade ou por maioria simples, definir-se por uma obra concorrente.

c) A inscrição do candidato e a entrega dos trabalhos subtende o conhecimento e aceitação deste regulamento, bem como a autorização para a publicação dos mesmos, caso selecionados, no livro “Coletânea”.

d) Os membros do Conselho Curador de Cultura, a Diretoria do Clube e seus dependentes, bem como os dirigentes das entidades que prestam Apoio Institucional à nossa entidade ficam expressamente proibidos de participar desse concurso;

e) Os casos omissos serão resolvidos pelo Presidente do Ideal Clube, ouvida a Diretoria e o Conselho Curador de Cultura, os quais não poderão, entretanto, alterar as normas aqui instituídas.

f) A entrega do “Curriculum”, quando da inscrição do candidato, quer por correio, quer presencial, é obrigatória e deve ser o modelo, posto, a seguir, em destaque.

g) A ausência dos classificados, nas duas áreas, (obra inédita e textos inéditos) seja em primeiro lugar ou em menção honrosa, na festa de premiação, implicará sumária desclassificação; para tanto, haverá textos e obras inéditas, previamente selecionados.


XIX. MAIS INFORMAÇÕES:

secretaria@idealclube.com.br | bibliotecaidealclube@yahoo.com.br

MODELO DE CURRICULUM: “Gregório de Matos (Pseudônimo: Boca do Inferno) nasceu em Fortaleza – CE, aos 17 de maio de 1991. Cursou o Ensino Médio no Liceu do Ceará e, atualmente, é aluno do Curso de Letras na Universidade Federal do Ceará. Além da poesia, dedica-se ao cultivo do conto e da crônica. Obteve o 1o lugar no Concurso de Poesia da Secretaria do Estado. Seus autores preferidos são Carlos Drummond de Andrade; e Fernando Pessoa.” (ESTE É APENAS UM MODELO, O CANDIDATO PODE COLOCAR AS INFORMAÇÕES QUE QUISER, CONTANTO DE ESTEJAM DENTRO DO PADRÃO JÁ DEFINIDO.)
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

30 dias em São Paulo - dia 30


04/09/2013 – TRIGÉSIMO DIA – Kamila havia conseguido com seu amigo da portaria dos blocos do CRUSP dois ingressos para assistir uma peça de teatro no Centro Cultural Banco do Brasil. Minha programação para o dia de hoje constava apenas visitar os sebos e livrarias do centro e depois organizar algumas coisas para a viagem de retorno a Belém do Pará. Mas minha camarada resolveu acrescentar esse maravilhoso detalhe a minha programação.
Encontrei com Kamila por volta das 11h00 da manhã na Estação da Sé. Eu já estava rondando os sebos e livrarias das redondezas desde as 9h00. Acontece que minha camarada estava querendo fazer umas compras na Rua 25 de março e redondezas. E de certa forma eu queria sentir um pouco do movimento daquele local.
E assim ficamos por ali entrando e saindo de loja. Por volta das 18h00 as portas das lojas começaram a se fechar e o movimento de mercadorias e pessoas começou a enfraquecer. Deixamos a 25 e subimos em direção a Catedral da Sé para merendarmos alguma coisa ali por perto antes do início da peça que eu já não estava mais tão disposto a assistir devido ao cansaço físico. No entanto, a camarada Kamila estava irresoluta.
Já era noite plena quando a peça começou.
Dirigida e coordenada por Pedro Granato e interpretada por Luís Mármora, Pedro Felício e Ernani Sanchez a peça “Quanto custa?” contava com textos inéditos no Brasil de Bertolt Brecht e surpreendia-nos com sua originalidade, efeitos visuais e interpretação.
“O enredo narra o cotidiano de três comerciantes, vizinhos e convivem harmoniosamente em uma pequena rua, até que sua rotina é interrompida pela notícia de um cruel assassinato”.  (Extraído do folder de divulgação do espetáculo).
Meu trigésimo dia em São Paulo não poderia terminar melhor.

Deixamos por volta das 21h00 o imponente prédio do Centro Cultural Banco do Brasil e seguimos para a Estação da Sé. 

Texto: Walter Rodrigues.
Referência utilizada: folder de divulgação do espetáculo "Quanto custa?"

Esta postagem faz parte dos relatos das experiências de um estudante paraense em São Paulo em ocasião de um intercâmbio feito entre os cursos de Geografia da UFPA/Belém e o curso de Geografia da USP/Butantã. As postagens serão equivalentes aos dias vivenciados, como numa espécie de diário de bordo. Os textos se propõem a ser sintéticos e informativos. Dessa forma, objetivamos gerar resultados e informação sobre essa interessante modalidade de aprendizado partindo da percepção do estudante sobre o novo mundo que se desvenda diante de seus sentidos diariamente. No total serão 30 dias em São Paulo, morando no Condomínio Residencial da USP, o CRUSP. 
Saiba mais clicando aqui! 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

30 dias em São Paulo - Dia 29


03/09/2013 – VIGÉSIMO NONO DIA – O dia amanheceu nublado hoje. Uma chuva caiu. O clima não estava tão frio quanto imaginei que estaria. Lembrei-me de Belém e de seus longos períodos de céu cinza e chuvas volumosas. Encontrei-me com Kamila e apanhamos o metrô na Estação Cidade Universitária em direção a Estação Santana. Mais uma trabalho de campo organizado pela professora Márcia Pimentel. Agora nosso objetivo seria a Serra da Cantareira. Objetivo frustrado no portão de entrada. Visitações públicas somente nos finais de semanas ou com agendamento prévio.
Mas nada estava perdido. Ali próximo estava o Horto Florestal e para lá nos dirigimos. Um espaço repleto de verde, onde famílias faziam seus pic-nics nos finais de semana. Espaço criado para proteger um pouco da fauna e da flora de São Paulo do avanço voraz da urbanização e para recreação e lazer da população que buscava um pouco de verde em meio a esta cidade densamente construída. Algumas pessoas faziam caminhadas, exercícios físicos. No meio de árvores diversas e afloramentos rochosos do pré-cambriano era possível visualizar, bem próximos, patos, marrecos, esquilos, macacos, capivaras que se exibiam muito a vontade diante do público que ali estava.

Após explicações da professora Márcia sobre a geomorfologia e biogeografia da área do Horto e do entorno da Serra da Cantareira, seguimos para almoçar na casa de sua mãe.
Pela parte da tarde, a professora Márcia, nos levou para conhecer a Vila Brasilândia e as áreas de ocupações espontâneas das proximidades. Estávamos na zona norte, nos limites da capital do estado. Uma urbanização precária avançava sobre a serra de maneira decisiva, imprimindo nas vertentes uma coloração marrom dos tijolos, que se misturam com a vegetação verdinha da serra. A professora Márcia nos explicou que o geógrafo Aziz Ab’Sáber denominou aquela forma de ocupação como “anfiteatro”.

Em seguida voltamos para casa da mãe da professora Márcia e tomamos um café e dialogamos sobre nossas impressões do campo feito entre outras coisas. O dia foi bastante agradável e já com a noite a professora Márcia nos deixou na estação Santana e voltamos para a USP. 

Texto e fotos: Walter Rodrigues.

Esta postagem faz parte dos relatos das experiências de um estudante paraense em São Paulo em ocasião de um intercâmbio feito entre os cursos de Geografia da UFPA/Belém e o curso de Geografia da USP/Butantã. As postagens serão equivalentes aos dias vivenciados, como numa espécie de diário de bordo. Os textos se propõem a ser sintéticos e informativos. Dessa forma, objetivamos gerar resultados e informação sobre essa interessante modalidade de aprendizado partindo da percepção do estudante sobre o novo mundo que se desvenda diante de seus sentidos diariamente. No total serão 30 dias em São Paulo, morando no Condomínio Residencial da USP, o CRUSP. 
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

30 dias em São Paulo - Dia 28


02/09/2013 – VIGÉSIMO OITAVO DIA – Como eu estava prevendo, a USP está vazia nessa minha última semana aqui. Por sorte, as coisas estão funcionando. Hoje resolvi visitar o arquivo do Núcleo de Apoio à Pesquisa sobre Populações Humanas em Áreas Úmidas Brasileiras – NUPAUB. O NUPAUB é um centro interdisciplinar de pesquisa ligado à Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo e foi criado em 1988 (inicialmente um Programa de Pesquisa) para estudar as relações entre populações humanas e áreas periodicamente inundáveis do Brasil.
O arquivo foi-me apresentado pelo Prof. Dr. Antonio Carlos Diegues. Conhecido pesquisador de assuntos relacionados a populações tradicionais e seus saberes. De uma simplicidade e atenciosidade singular para acadêmicos de seu calibre, o professor Diegues, perguntou-me a área que eu estava interessado e me falou que era justamente sobre esse assunto que ele estava conversando em uma reunião ainda pouco. Falou de seu trabalho, mostrou-me alguns títulos de trabalhos seus, lamentou o fato do governo ainda ver conhecimentos tradicionais como algo apenas relacionado ao folclore. Depois me indicou os arquivos onde estavam alguns trabalhos sobre o assunto que eu fui atrás: Saberes Tradicionais e Unidades de Conservação. Também sugeriu que eu acessasse o site do Núcleo, pois lá havia bastante material sobre. O link para site é esse aqui http://nupaub.fflch.usp.br/acervo
Fiquei durante algumas horas pesquisando trabalhos científicos ali. O professor antes de sair veio até a sala onde eu estava lendo e perguntou se o arquivo estava me ajudando. Eu disse que estava. Então me mostrou umas pastas com trabalhos sobre Unidades de Conservação e Patrimônio Cultural. E despediu-se dizendo que no dia seguinte ele estaria lá novamente se eu precisasse.
Gostei muito de conhecer o professor Diegues. Talvez por ele não fazer questão de ostentar conhecimento e por sua naturalidade e atenção dadas às pessoas que buscam aprender.

No mais, o dia foi quente ao ponto de pela primeira vez eu transpirar aqui. Mas uma nova frente fria promete baixar novamente a temperatura a partir de amanhã.

Texto e foto: Walter Rodrigues.

Esta postagem faz parte dos relatos das experiências de um estudante paraense em São Paulo em ocasião de um intercâmbio feito entre os cursos de Geografia da UFPA/Belém e o curso de Geografia da USP/Butantã. As postagens serão equivalentes aos dias vivenciados, como numa espécie de diário de bordo. Os textos se propõem a ser sintéticos e informativos. Dessa forma, objetivamos gerar resultados e informação sobre essa interessante modalidade de aprendizado partindo da percepção do estudante sobre o novo mundo que se desvenda diante de seus sentidos diariamente. No total serão 30 dias em São Paulo, morando no Condomínio Residencial da USP, o CRUSP. 
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domingo, 1 de setembro de 2013

30 dias em São Paulo - Dias 26 e 27


31/08/2013 e 01/09/2013 – VIGÉSIMO SEXTO E VIGÉSIMO SÉTIMO DIA – Mais um final de semana vivenciado. O último nessa missão. Resolvo visitar uma exposição na Estação da Sé. A exposição trás como tema a evolução do comércio paulista e as mudanças que o mesmo imprimiu na paisagem paulista. O deslocamento do centro comercial de São Paulo para as Marginais Pinheiros e Tietê. Muitas fotos da época, anúncios, mapas que reforçavam o conteúdo textual expostos em painéis logo na entrada da estação. Mais sobre a exposição vocês poderão ler no site   http://www.historiaevolucaodocomercio.com.br.
 Dali eu apanhei outro metrô e desci na Estação da Luz, onde desembarquei e sair para visualizar a oponente fachada em estilo dórico-italiano da estação. Bem de frente a estação estava o Parque da Luz. Os muitos ônibus de excursão turística que estavam estacionados por ali eram os responsáveis maiores de todo aquele movimento no Parque. O que me chamou bastante atenção ali, primeiramente, foi a imensa área verde e um lago artificial que tinha seu subterrâneo atravessado de uma ponta outra por um corredor de onde era possível vermos os peixes através de janelas de vidros. Também foi bastante emocionante observar no Parque da Luz as esculturas de artistas como Lasar Segall e Victor Brecheret.

Carregadora de Perfume - Victor Brecheret
 Um prédio público chamou minha atenção assim que sair do parque. Era o prédio da Estação Júlio Prestes. Outra fachada igualmente deslumbrando tal como a da Estação da Luz. Mas o que mais me sensibilizou ali foi a quantidade absurda de moradores de rua que se concentravam na Praça Júlio Prestes, que fica de frente da estação. Na Estação Júlio Prestes fica a Sala São Paulo.
Enquanto pessoas muito bem vestidas desciam de seus carros luxuosos no estacionamento da Sala São Paulo; outras pessoas estavam jogadas pelo chão, tentando se agasalhar debaixo de lonas ou simplesmente sentadas pelos bancos da Praça Júlio Prestes puxando conversas entre si, bebendo, fumando e etc. Ignorante do que se passava na Sala São Paulo, eu resolvi entrar jugando tratar-se de mais um dos inúmeros museus que São Paulo abriga. Para minha total surpresa ali se apresentaria naquele dia a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a OSESP.
- Nossos ingressos já estão esgotados – informou-me o atendente. – O senhor está acompanhado?
Respondi que não.
- Então entre com esta cortesia – informou-me ele repassando-me o ingresso que trazia impresso um total de R$ 86, 00.
Certamente, dinheiro para esta soma, naquela minha atual situação, era inviável. Entrei e ainda pude assisti duas apresentações maravilhosas. O “Concerto nº 1 para Piano em Dó Menor. Op. 35” de Shostakovki e a “Sinfonia nº 2 em Ré Menor. Op. 40” de Prokofiev. Ambas sob a regência de Marin Asolp.
Ao final de tudo saio com uma leveza imensa na alma. Todos deveriam apreciar música clássica. E ao pensar desse modo lembro-me novamente do preço do meu ingresso-cortesia, lembro-me do título no final da programação daquela semana de música “Música Clássica Para Todos” e penso naqueles todos que estavam do lado de fora que jamais poderiam entrar naquele local. A sensação de enjoo me atinge com força ao se abordado na saída do espetáculo por uma moradora de rua pedindo uma moeda em um desespero inexplicável.

Domingo no CRUSP
Meu último domingo, nessa missão aqui em Sampa, eu passei no CRUSP. Resolvi trabalhar um pouco e descansar. Estava sem ânimo para sair. Essa semana que vai entrar não haverá aula na USP. Muitos alunos passam pelo corredor dos blocos puxando malas e carregando mochilas. Vão viajar. Aproveitar o tempo livre. Esse condomínio de estudantes e a própria USP vão ficar desertos.

Texto e fotos: Walter Rodrigues.

Esta postagem faz parte dos relatos das experiências de um estudante paraense em São Paulo em ocasião de um intercâmbio feito entre os cursos de Geografia da UFPA/Belém e o curso de Geografia da USP/Butantã. As postagens serão equivalentes aos dias vivenciados, como numa espécie de diário de bordo. Os textos se propõem a ser sintéticos e informativos. Dessa forma, objetivamos gerar resultados e informação sobre essa interessante modalidade de aprendizado partindo da percepção do estudante sobre o novo mundo que se desvenda diante de seus sentidos diariamente. No total serão 30 dias em São Paulo, morando no Condomínio Residencial da USP, o CRUSP. 
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